Negociando Salários

A negociação de salários é um dos raros eventos no mundo do trabalho que consegue ser estressante tanto para o colaborador já empregado (basta se lembrar de como ficava Dino da Silva Sauro, na antiga série infantil Família Dinossauro, antes de pedir aumento a seu chefe) quanto às pessoas ainda não contratadas que temem que o pedido de um valor mais elevado ao final de uma entrevista (ou um pequeno charme para que o valor oferecido suba) possam lhe custar a vaga.

De modo geral, é preciso saber que a Negociação Salarial é uma negociação como qualquer outra e, portanto, depende de uma série de fatores externos a ela mesma e que não estão relacionados com a qualidade com a qual é feita. Porém, uma negociação bem feita aumenta suas chances de obter aquilo que é desejado, portanto, vamos listar algumas dicas de como realizar a melhor negociação possível.

Dados, dados, dados

Em primeiro lugar esteja informado. Conheça a política salarial do mercado para o cargo/função que ocupa. Obtenha dados como os benefícios que costumam a ser oferecidos (uma boa técnica é “transformar” os benefícios em valor monetário para poder comparar os salários com mais facilidade. A “cotação” de tais benefícios depende, é claro, da necessidade de cada um deles para você), as políticas de recursos humanos, o plano de carreiraentre outros.

Hmmm

Não sabe como iniciar a negociação salarial? Muito simples, ao escutar o valor da proposta, no estágio final da entrevista de emprego, emita um enigmático “Hmmmm...” e ganhe todo o tempo necessário para se lembrar dos dados que recolheu (veja tópico acima) e das coisas boas pra falar a seu respeito (veja tópico abaixo).

Propaganda é a alma do negócio

Não é a toa que os consultores de carreira usam a expressão “marketing pessoal” para designar a capacidade de um funcionário de comunicar uma boa imagem de si mesmo e de seu trabalho. O trabalho é oferecido e vendido à empresa contratante na forma de uma mercadoria, portanto, deve ser anunciado como uma mercadoria. Junte dados a respeito de sua produtividade, de seu desempenho e de suas realizações. Obviamente, não apenas colete os dados, use-os a seu favor durante a negociação salarial.

Não leve para o pessoal

Uma regra fundamental para as negociações é manter-se firme e assertivo, mas nunca se tornar agressivo. Por isso, não leve as negociações para o campo pessoal, ou seja, não “apele” para a amizade ou para “dívidas” de caráter ou de gratidão que seu chefe ou selecionador possam ter com você. Também não faça ameaças, use de blefes ou qualquer coisa semelhante.

Tenha uma oferta na manga

Ainda que você não deva usá-la para ameaçar ou para blefar, é interessante ter na manga outra oferta de emprego ou pelo menos outra oferta em perspectiva. É interessante porque nada aumenta mais a confiança de um candidato ou colaborador para uma negociação salarial do que a existência de alternativas, caso não saia vitorioso da mesma. Já que remove a obrigação de aceitar o que vier (também conhecido como “é o que tem pra nóis”).

Conquiste o entrevistador/chefe

Retornando a metáfora de vendas acima, lembre-se que para um consumidor pagar mais caro por um determinado produto ou serviço faz-se necessário que tal produto ou serviço apresente um diferencial pelo qual vale a pena desembolsar alguns reais a mais. O mesmo vale para uma empresa selecionando um colaborador. Para que a empresa julgue que vale a pena pagar-lhe mais do que o valor que havia determinado inicialmente para a vaga, é preciso que você mostre um diferencial em qualidades e talentos que se reflitam no desenvolvimento de sua função (eficiência e competitividade) e que façam o investimento valer a pena.

Seja um bom vendedor

Continuando na metáfora das vendas, é preciso lembrar também que você não é apenas o único responsável por criar o marketing de seu produto, você também é o único responsável por vendê-lo. Por isso, ser um bom vendedor aumenta muito as chances de se dar bem em uma negociação salarial. Caso você não seja, observe os vendedores e aprenda algumas de suas técnicas, como pechinchar, como encaminhar a conversa para os negócios, como apresentar os pontos fortes do produto, como realça-los em relação aos pontos que precisam de desenvolvimento, etc.

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